"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

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Out 09

Verdade seja dita, tende a ser constante.

É quase um traço constitutivo. Uma idiossincrasia.

 

A esquerda, e em especial a esquerda burguesa, tende a ser risível. Burlesca. Patética.

Nos seus melhores dias.

E nos piores?

Enfim, não tenho a "História Universal" à mão, em particular os capítulos sobre os maiores massacres e tiranos da História, mas já todos fazemos uma ideia, não é?

 

E, não satisfeita, há poucos dias, volta-nos a atingir com mais uma empreitada que tem tanto de ridículo como de trágico.

Muito dada a causas, em particular se para isso não tiverem que sair dos salões de chá, qual é o último aperto na alma que estes esturjões compartilham com um qualquer incauto transeunte?

 

A prisão de Polanski...

Sim. Ignóbil. Um acto persecutório. Um atentado à alta cultura ( e como nós sabemos que estes comedores de beluga apreciam a "alta cultura"; principalmente se financiada com meio públicos, sobre a qual ninguém ouve, vê ou escuta, para além dos compadres e das comadres). Uma sacanice da qual, evidentemente, o angélico Obama é inocente. Mais uma consequência do grande demónio Bush. Aquele moralista contaminou e propalou uma moral bacouca, ultrapassada e reaccionária.

 

Sim, porque o que fez o nosso Roman?

Violou uma rapariga de 13 anos...

 

Certo, mas, vejam lá, ela até já lhe perdoou...

 

Vamos  por partes..

 

Esta figura era, até agora, um fugitivo público. Enquanto decorria um julgamento, à primeira oportunidade, pôs-se a milhas para nunca mais voltar. O facto de lhe manterem, durante o tempo em que já envergava este estatuto, todos os favores, apenas revela a "cepa" do bando. Capaz dos maiores amores pela Humanidade, geral, abstracta, mas incapaz de fazer o mínimo por ela no específico, no indivíduo concreto.

 

Foi agora capturado.

Pois bem.

Espero que seja processado em toda a extensão da lei.

Porque este crime não prescreve. Não é uma fuga ao fisco ou uma condução embriagada.

É um dos crimes mais execráveis e hedidondos concebíveis.

 

Pouco importa que a vítima lhe tenha perdoado. Pois bem, demonstrou uma magnanimidade de que ele, seguramente, não deu mostras enquanto lhe reptava pelo corpo.

 

Esta malta supõe sempre que a Lei é arbitrária e que a pena associada à sua infracção espúria.

 

Não é assim.

 

Não pode existir um crime sem pena. A Justiça implica que assim não seja. A infracção da norma leva, por necessidade lógica, à pena. Que não é mais do qie o acto de corrigir  a sua perversão e restituir a normalidade.

Verdade seja dita, há sempre em berlinda um outro conceito.

O de Misericórdia.

O que faz com que simplesmente não apliquemos a Lei de Talião. Que em termos de proporcionalidade e justiça, note-se, é perfeita. Conceito absolutamente clássico é o de crime que é também a sua própria pena.

O que explicaria a posição, muito mal compreendida, de Marcelo Rebelo de Sousa na questão do Aborto.

 

Atenção.

A minha posição nunca foi a de que esta assumpção fosse aplicada indescriminadamente. Há casos e casos. Se existem alguns em que o descrito atráz seria aplicável, haveria outros em que a leviandade, a gratuitidade, não o permitiria.

 

O facto de a vítima o ter perdoado, e podemos especular porque o fez, talvez porque assim mais facilmente ultrupassaria e esqueceu um episódio que seguramente não que reviver, não implica que não  haja uma gravíssima infracção a uma Norma fundamental que não tenha sido cometida. Que carece e requer satisfação.


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