"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

22
Out 09

Estava um indivíduo a discorrer sobre o maravilhoso número da nona arte quando a actualidade o atropela. Confessemos que a figura em questão é tão plausível quanto um estrumfe, tem a personalidade do rufia “Moe” do “Calvin & Hobbes”, a sagacidade do “Rantanplan” e os modo do “Hágar, o Terrível”. Continuamos a falar de uma personagem de papel, mas, desgraçadamente, muto menos atraente que a “Mulher Maravilha”.

 

Das brumas das Canárias, no seu exílio auto-imposto, numa mistura de estupidez, imanente, e senilidade, recente, houve-se o grunhido do indecente. Raphanus, o género do homónimo vegetal, rafeiro, o carácter do correspondente animal. Rasteira,a caracterização da erva, rasteiro, o carácter do homúnculo.

 

Esta criatura, cuja relevância ilusória e auto-convencimento é manifesto, suporá a profundidade dos seus patéticos remoques. De saneador de direcções de jornais, passando por entusiasta apoiante do tiranete das Antilhas, até pretenso crítico do Cristianismo, de tudo um pouco fez a criatura.

Afastando-se momentaneamente do déspota de Havana quando este fuzilou um grupo de opositores, rapidamente perdeu o nojo e voltou a chafurdar na porcaria.

 

Comunista ortodoxo, ateu convicto e ignorante inveterado.

Eis a descrição do Indecente.

 

Tenta agora uma segunda alfinetada no Cristianismo.

Confesso que me sempre me pareceu  estas toscas incursões deveriam ser relativizadas.

Quando uma criança, ou, pior, um adolescente, nos comunica as suas lucubrações  imberbes, o que habitualmente fazemos? Um suspiro, seguido de um rebolar dos olhos e um conselho de, no futuro, a criança se inteirar, mais um pouco que seja, da complexidade do que tenta abordar. E a esperar uns anos. A crescer. A aprender.

 

Desgraçadamente o “Nóbel”, que começou a sua senilização antes sequer de terminar a maturação, não nos poupa ao seu analfabetismo.

Afinal, o que ficou do “Evangelho…”?!

Algumas das melhores discrições de sexo que já li, o que me faz pensar que o nosso caro Saramago se deveria ter dedicado à elaboração de argumentos de películas  de cinema...especificamente da secção X.

 

Aliás, notemos que quando ele lança a alarvidade, costumada, de que “Deus só existe nas nossas  cabeças”, o que isto me faz concluir é como seria preferível, no caso dele até higiénico, que muitas das insanidades  que pululam em algumas cabeças, como esta que ele acaba de proferir, aí permanecessem seladas.

 

O nosso rufia, não deixa de ser curioso, depois de nos brindar com as suas imbecilidades, revela que não compreende, escapa-lhe a reacção. Mas então não disseram que a criatura era ignorante e se deveria calar?!

Ao nosso canhoto, como sempre, escapa-lhe a outra face da discussão intelectual. A da Crítica. Quando é com ela confrontado amua. Naturalmente este comuna apenas admite o pensamento único e é-lhe impossível perceber como reagir perante as refutações ao seu panfleto. Ele, superficial?!

 

Mas segundo as suas palavras, apenas expressou o que todos pensam. Com “todos” entendam-se  os restantes hóspedes do “Júlio de Matos”. E de um qualquer infantário.

 

O que é notável nesta criatura, aliás transversal a toda a esquerdelha, é a sua pesporrência. Eles acham mesmo que sabem. Como diria Sócrates, o pior ignorante é aquele que nem sabe que não sabe. Segundo um antigo provérbio árabe aquele que sabe que não sabe é uma criança e deve ser ensinado; aquele que nem sabe que não sabe é um louco e deve ser afastado.

 

Felizmente, neste caso foi o próprio que se remeteu para Lanzarote. Infelizmente, insiste em aparições ocasionais.

 

O nosso comuna, fiel de uma fé cega e absurda que em pouco mais de um século fez milhões de mortos, fica pasmado com a violência na Bíblia. Não é de estranhar que não perceba. Porque não percebe o complexo, a nuance, o multifacetado, em suma, o humano. Todo o Homem é capaz do melhor…e, desgraçadamente, também do pior. Sim, o maior santo pode-se revelar por igual o maior pulha…

É por isso que só Deus, e nenhum Homem, é a verdadeira medida de todas as coisas. Pois o Homem é composição também de não-ser, carência, privação, mal.

Estica ele o dedo indicador cadavérico e, em tom estranhamente moralista, urra ,“Um manual de maus costumes!”. Naturalmente aconselho prudência, afinal quase diria que a profundidade dos manuais que o Indecente habitualmente degustará terão a profundidade do “Borda d’Água”. Infelizmente, o Indecente não se limitou a cultivar batatas, mas julga que pode cultivar ideias.

 

Inchado pelo Nobel, um prémio, em particular na sua faceta “soft”, digamos “Paz” e  “Literatura”, progressivamente desprestigiado pelas figuras que distingue, entre outros, o próprio Saramago e Arafat, e que deixa de fora, opina sobre tudo.

A religião, a política internacional e no mais que houver, em nada o Indecente nos poupa. E, embalados os jornalistas, obtêm audiência. Um caso clínico torna-se um caso político, substituído o receptor. O psiquiatra pelo jornalista.

 

A sensatez  e a boa-fé recomendam que quando se tenta compreender… o que for… que seja detentor de uma média/elevada complexidade, se faça uso da prudência, se recorra a críticos avalizados, se tente uma exegese que tenha em conta várias dimensões. A literal, mas também a histórica, a metafórica e, sim, a metafísica e ontológica.

Não assim com o Indecente. Ele fica ali. Parado e ignorante. Apenas recorre a si.

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei que és.”

Com tal singular companhia…Bem creio que ele poderia recorrer a cabeças bem mais avalizadas.

 

O Indecente repete fórmulas, mastiga preconceitos, vomita banalidades.

 

O Deus do Antigo Testamento é um demónio!

Saberá o Indecente que apenas repete a fonte de todos os anti-semitismos?! De Marcião a Valentim. Traço de todos os gnosticismos, E heresias. Esta banalidade não é só intelectualmente desonesta. É assassina. É clro que aqui o Indecente é coerente. Porque também ele é anti-semita. Como todos os comunas, aliás.

 

O mundo seria um melhor local sem religião!

O Indecente esquece, descontando as óbvias lacunas ontológicas deste “raciocínio” impressivo que o Indecente manifestamente não compreenderá e com as quais, por isso, não perderei um minuto que os grandes sistemas assassinos do século XX, um deles o seu próprio sistema de fé, eram militantemente ateus.

 

O Indecente, aliás, na sua flagrante falta de espinha tem alguns episódios deliciosamente anedóticos.

 

Cobarde, aquando do episódio dos “cartoons” dinamarqueses, declarou-se contra a ousadia. Aliás, confirma e reforça a sua cobardia quando afirma que não lhe passa pela cabeça semelhante atitude face ao Corão. Compreende-se. Se agora reage mal a respostas verbais, imagine-se como reagiria a respostas…materiais…

 

Na sua plena ignorância, o nosso Indecente vai criando aforismos.

 

“Ateu é sensato!”, propala.

Diz Maritain que o deus que os ateus negam não é Deus, mas algo de diferente. Gilson notava como o ateísmo é difícil, no sentido de que deve continuamente, e em vão, buscar provas em apoio da sua tese. Utilizou o próprio Anselmo, na exposição da sua versão do argumento ontológico, a passagem constante em Sl. 13,1;51,1, “Disse o insensato no seu coração: Deus não existe” Em Newman a nossa própria existência é sinal do Ser de Deus. Está tão certo que Deus É, quanto da sua própria existência; numa formulação ainda mais intensa, mais facilmente duvidaria de si mesmo do que de Deus.

O nosso Indecente tudo coloca de pernas para o ar, na sua estrita e observante ignorância.

 

Enfim, isto já vai longo e, manifestamente, não pretendo perder mais um minuto que seja com  tal criatura, mas parece-me, algo ironicamente, que as suas próprias palavras, usadas copiosamente por estes dias, constituem o seu melhor Post-fácio;

 

“É vingativo, rancoroso, má-pessoa, não é de fiar.”

 

publicado por J às 11:40

Eu acredito em Copérnico, Galileu Galilei, Charles Darwin, Kepler, Einstein, Carl Sagan e, obviamente, em Saramago. Todos eles (e muitos outros) provaram como a Bíblia estava errada: É claro que o Universo e o Homem não foram feitos em 6 dias, a terra não é o centro do Universo e o Homem (e a mulher) não tiveram origem em Adão e Eva, isto só para começar uma qualquer abordagem. Depois, mais adiante, no livro mais lido do mundo, várias vezes se refere à mulher como sendo inferior ao homem (dada até a sua origem e razão porque foi criada). Mais adiante, também se dão conselhos de como tratar um escravo???
É claro que toda a gente com alguma formação científica (pouca) até sabe que a Bíblia está errada, mas daí a escrevê-lo e afrontar de uma vez só o livro que serve de referência a várias grandes religiões do mundo, é preciso ter coragem!
Zé da Burra o Alentejano a 22 de Outubro de 2009 às 16:56

Tomai lá: http://bit.ly/4hSAKO
Xavier a 27 de Outubro de 2009 às 10:06

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