"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

09
Jan 10

 

Naturalmente, não o tenho por hábito.

Contrições públicas são sempre espectáculos depressivos. Um tanto ao quanto confrangedores. E, como notava Pascal, a léguas do arrependimento Cristão. A Deus. Por intermédio do Sacerdote. Fora disso agradeço que não me mostrem os esqueletos no armário de cada um. Ou que tentem mirar os meus.

 

Mas aqui talvez seja oportuno. Só desta vez.

Confesso que não votei tantas vezes como isso. Até agora, esforçando as meninges, apenas me consigo lembrar de 3 eleições legislativas. Talvez porque eu, ao contrário da mandatária para a juventude do PS nas últimas eleições legislativas, tive realmente que esperar pelos 18 anos.

 

Mas aqui vai a confissão.

Aquando da vitória com maioria absoluta do Sócrates, votei nos socialistas.

 

Porquê?

O cálculo foi complicado.

O desnorte do PSD, a quase certa vitória, por antecipação do PS.

Existia, então, essencialmente uma dúvida. A qualidade da maioria.

E qual a diferença?

Do que se poderia intuir na altura, a presença ou não do BE (a afamada esquerda albanesa) no governo.

E a figura do Sócrates . Aparentemente, inofensivo. Com a profundidade ideológica de um tubérculo. Estava no PS, como poderia estar no PSD (por onde, aliás, tinha deambulado no tempo das jotas). Essencialmente, onde tivesse tacho. De secretário de estado, passando por ministro até chegar, surpreendentemente, para os outros e acredito também para o próprio, a chefe de governo.

Se não podíamos ter alguém de manifesta qualidade, pelo menos teríamos alguém que não, previsivelmente, aborreceria.

 

Não foi assim.

É verdade que o nosso Pinto de Sousa não nos surpreendeu na sua quase total mediocridade incipiente, mas pelo seu inusitado afã revolucionário chique. O caro José Pinto de Sousa abraçou, com entusiasmo, as causas da esquerda lunática (um quase pleonasmo, bem sei...).

E ainda, como bónus, alardeou algumas pérolas que remeteriam para a esquerda mais classicamente estalinista, como quando, jactante, propalou que sabia “muito bem quem são os ricos.” Esses sacanas!

 

Talvez fosse de esperar.

Quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré.

E estamos, não devemos esquecer, a falar de um partido que se denomina “Socialista”.

Bem verdade o partido moderou-se durante o consolado guterrista. O nosso amado socialista católico. Um indivíduo cuja natural bonomia o faria, diga-se, um candidato a convidado para bebericar um café e trincar uma filhó lá em casa. Naturalmente, de boleia, surgiram outras figuras como Oliveira Martins, Sousa Franco ou Rosário Carneiro que se situariam nessa categoria única do socialismo Católico.

 

Mas a purga desta etapa foi radical. Sendo que já então se sentia uma vaga de fundo jacobina, na falta de melhor palavra, capitaneada por esse inenarrável Sérgio Sousa Pinto, uma criatura sobre a qual a decência não permite que me alongue...

 

Dito isto, como conclusão pessoal, o que retiro desta rábula é o seguinte...

 

Daqui em diante considero o PS tão lunático quanto o PCP ou o BE e merecedor de igual consideração.

 

 

publicado por J às 11:32

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