"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

19
Abr 10

 

O espaço público, particularidade tipicamente ocidental e produto do magma que geneticamente o constitui, num permanente diálogo a várias vozes, com destaque para as emanadas de Atenas e Jerusalém, tem sido colonizado por aqueles que expressa e reiteradamente repudiam essa matriz.

 

A natureza precisa da prosápia é problemática, pela sua própria essência amorfa e incoerente, mas existem alguns traços constantes que permitem agrupar as suas diversas manifestações.

A inspiração originária é o Marxismo, mas interpretado de um modo heterodoxo. O que seria de esperar, dado que, apesar de tudo o sistema marxista será dotado de uma certa complexidade que não é conciliável com a suposta pureza da mensagem e com a simplicidade, evidente, destes corifeus coevos. Despreza tudo aquilo que representa, ou que meramente intui que o possa fazer, a civilização ocidental. Seja o judaico-cristianismo ou, inclusivamente, o pensamento das luzes ou um racionalismo empírico-científico. Numa formulação mais grosseira repudia o cristão, homem e branco. Não obstante espraia-se por outros considerandos. Lembro-me de ler sobre uma tolice que uma cabeça dessa estirpe congeminou sobre a natureza excludente da ciência, pela utilização que faz da matemática.

 

É já famosa a quase anedota, real, que resultou do acto deliberado de um determinado cientista que colocou à aprovação de uma revista um artigo assumidamente desprovido de senso, mas que incorporava esse espírito dito pós-modernista da seita. Surpresa das surpresas, foi aceite.

 

A entrada de um indivíduo na seita será custosa de explicar, mas creio, como em tudo, que existirão razões imanentes e outras, enfim, transcendentes. Habitualmente os neófitos serão recrutados de famílias de uma classe média-alta, alta. O que, muito simplesmente, significa que nunca viram um proletário ou um trabalhador-braçal na vida, para lá, talvez, daqueles que serviam na vivenda familiar. São criaturas medianamente inteligentes e medianamente cultas, na sua maioria, o que não constituiria nada de mal se não fosse o simples facto de estarem tão assoberbados consigo mesmos que se supõem muito mais brilhantes do que de facto são. Por fim, requer um meio minimamente propício, ou seja, daquela mesma natureza que, desgraçadamente, o espaço público em Portugal acabou por possuir.

 

Em, Portugal, como é notório, o grupelho que aglomera esta malta é o BE. Aspecto fulcral no inusitado sucesso mediático da pandilha é o enamoramento que os jornalistas lhes votam. Desta maneira, não é raro uma declaração mais histriónica dessa cabeça demagógica que é o Louçã abrir um jornal televisivo. Naturalmente ao longo do tempo, e fruto desta deliberada projecção mediática, o bando foi acumulando episódios, mais ou menos apatetados, mas que alcançam uma certa repercussão no espectador desinteressado e que exprimem a sua essência.

Enfim, a não utilização de gravata é uma minudência, já. Mas lembremo-nos das acções promovidas pelo BE no qual um grupinho de adolescentes retardadas escreviam na barriga “aqui, mando eu”; quando, numa deslocação do rei de Espanha ao parlamento, os ilustres representantes do bando se ausentam porque não aceitavam receber um “governante não eleito”; ou aquando do início da intervenção militar no Iraque levam cartazes e T-shirts com dizeres para o hemiciclo; ou ainda quando um punhado dos seus dirigentes levou uns tabefes nas bochechas da polícia espanhola enquanto se deslocava alegremente para uma manifestação “anti-globalização”.

 

Podem parecer meras imbecilidades avulsas, mas têm um sistema, uma ideologia, por trás. Expressam o total desprezo pela democracia liberal e a sua participação no jogo político com a prosaica intenção de o perverter.

Vejam-se os tempos de antena na televisão do BE e, antes disso, do PSR. Nomear os adversários com impropérios como “cães” era habitual. São acções de propaganda agressivas, verdadeiros apelos às armas. Repare-se que aqui é distinta a natureza espúria, completamente adversa a um debate civilizado, da ideologia da qual este partido está imbuído. A descaracterização do adversário, a sua desvalorização moral, é artifício permanentemente utilizado pelos extremismos de todo o tipo. Nos séculos passados a mesma caricatura foi utilizada para atacar os burgueses e os judeus pelas autocracias comunista e nazi. E, diga-se, tal caricatura ainda surge nos tempos de antena do Bloco de Esquerda. Nas acções de formação dos militantes, supostamente meros acampamentos de Verão, estes são treinados em autêntica guerrilha urbana, como forma de, melhor resistirem às acções policiais.

 

No entanto o bando também disseminou pelos média pátrios, numa acção que lembra uma verdadeira nuvem de gafanhotos, qual epidemia de bicharada que tudo destrói à sua passagem, várias cabeças (ocas) que têm por fim a promoção do seu cardápio fracturante. Naturalmente escrevem (mal) todos a mesma papa.

 

Descontando o conteúdo, absurdo, há o estilo, sofrível. Nos seus melhores dias são todos francamente ilegíveis.

Existindo vários, os mais notórios serão Rui Tavares e Daniel Oliveira (não o apresentador de televisão). Como seria de prever a independência de pensamento de cada um destes escribas equivale à de uma qualquer obreira em relação ao enxame. Foi deveras hilariante quando, na antecâmara das últimas eleições presidenciais, o homónimo do amigo do Scolari escrevia sobre o Louçã “obviamente, o meu candidato”. Não se via tamanha e desconcertante surpresa desde o momento me que num livro intitulado “1001 maneiras de cozinhar bacalhau” se encontravam… receitas de bacalhau! Ora vejam lá bem, estava um tipo, na sua boa fé, à espera de deparar com uma bela forma de preparar cabrito e via-se assoberbado por diferentes modos de cozinhar o fiel amigo…

 

A caracterização do animal, não do bacalhau, já foi epicamente feita num episódio bem conhecido da blogosfera. Privo-me de a repetir aqui.

 

Não obstante, o que acho notável é a insolência ignorante do verme sempre que lhe dá para tecer mais algumas patetices sobre a Igreja. É evidente que não aqui à substância da questão, até porque o animal não tem nenhuma e se tivesse o mínimo decoro dava-se ao trabalho de conhecer um mínimo de História, dos facto e das ideias, antes de ilustrar à saciedade até onde chega a sua ignorância. Como nesta última vez. Como é de supor, e no mesmo registo com que ele fez o favor de nos presentear, a criatura não deve sentir qualquer sobressalto na infantil crendice que professa pelo facto de, a mero título de exemplo sendo que poderia apresentar muitos mais similares, um dos seus profetas, o grande timoneiro Mao, entre outros delitos vários que a História se encarrega de documentar, passar os últimos tempos da sua vida a violentar jovens diariamente, qual Imperador dissoluto.

Quanto a esta besta estamos conversados…

 

No entanto, existem outras personagens dignas de menção desta epopeia, mesmo saindo da pandilha atrás mencionada.

Uma das mais hilariantes figuras que apareceram nos últimos tempos, não se sabe muito bem debaixo de que pedra, foi a jornalista Câncio. Tudo nesta criatura é risível, a começar pela apetência que tem por saias curtas e decotes generosos. Naturalmente, o vulgo até acharia piada não fosse o aspecto pouco aprazível da personagem. Um pouco menos de carne à mostra seria bastante recomendável, muito obrigado.

 

Quanto à verde da criatura é a típica da classe.

Falam num léxico privado, estulto e ignorante. Repisam termos como “obscurantismo” e afins, denunciando o “pensamento” por estereótipos característico. A evidente ignorância dos conceitos e da História, o repisar de formulações pré-concebidas e mal amanhadas, apenas fazem suscitar a dúvida pungente quanto à presumida existência de qualquer vestígio de cabeça sobre aqueles ombros.

Termino com um esclarecimento…

 

A utilização, copiosa, que fazem da lei evangélica de “dar a outra face” é, imagine-se, capciosa e grosseira.

Como notou o Aquinate, Cristo não veio instaurar a “má Paz”, mas a “boa Paz”. Aquela pode e deve ser afastada com avista a instaurar a Paz genuína e verdadeira. Daqui segue o conceito de “guerra justa”, utilizado pelo vosso ,apesar de tudo, estranhamente, adorado Obama no discurso de aceitação do Nóbel.

 

Da minha parte só podem esperar um comprometimento até à eliminação dessas alienadas concepções a que dão voz ou a sua remoção para o sítio próprio, ou seja, o manicómio.

publicado por J às 11:42

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