"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

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Set 09

 

 

 

Enfim, o mundo não ruiu, o sol levantou-se e ainda estamos todos vivos (pelo menos a maioria).

 

Um mau resultado?

Indiscutível.

 

Digamos, no entanto, que a superioridade da democracia é justamente o poder testar hipóteses e caso elas não resultem rejeitá-las em momentos posteriores.

O ordenamento constitucional mantêm-se. E, diga-se, o cerne da nossa vida seguramente não é, nem será, disposto por qualquer governo.

 

Mas digamos, o resultado do PSD foi mau?

A resposta tende a ser "terrível", uma derrota, e qualificativos similares.

 

Na verdade nunca percebi muito bem a ideia de vencedores e derrotados em eleições.

O que suponho que ocorre em eleições é que, face aos problemas da legislativa anterior e à resposta quer do governo quer, na medida do possível, das oposições, e face aos problemas que é possível antecipar e às propostas de solução dos mesmos apresentadas é feita uma escolha. Ou seja, de quais das propostas irão ser testadas nos anos seguintes.

 

Manifestamente nada de transcendente.

Mais, o tipo de processo pelo qual é feito a escolha, sufrágio universal, não é qualquer espécie de garante de que a solução sobre a qual ela recaíu é a mais razoável.

Não há uma verdadeira discussão racional na qual os diferentes programas são analiticamente examinados. Resulta simplesmente de uma maioria. É claro que, face a uma perspectiva humanista que vê cada um imbuído de uma Razão, e dada a manifesta impossibilidade de proceder a uma aturada análise, custa ver outro tipo de solução.

 

Mas é necessário compreender, parece-me, que a escolha que sai de uma elição não terá maior probabilidade de ser a correcta por isso. Não por acaso mantêm-se os freios institucuinais ao exercício do poder. Não por acaso é ele exercido de uma forma temporariamente datada.

 

Não é isto a assumpção tácita de que o método utilizado é absolutamente falível?

 

Será justamente por isso que existem premissas, axiomas, que aliás, não estão disponíveis a uma mutação por parte do poder. É o direito natural. Surge a montante e é fonte de legitimação do próprio poder. Por maior que seja o consenso, por absurdo, em derrogá-lo, tal não pode ser feito.

 

Significa isto que não vejo qualquer espécie de motivo para substituir a lídeer do PSD.

Perdeu?

So what?!

 

Significa simplesmente que, para já, as suas propostas não poderão ser colocadas em prática. Mas nada de mais sobre o seu valor intrínseco.

 

Mais, face às evidentes alternativas que surgem no próprio partido, muito discutíveis, mantêm-se inquestionavelmente como a mais plausível.

Serena, cautelosa, competente.

O que mais se poe pedir?

 

Ou muito me engano ou as quimeras propaladas pelo vencedor da contenda, no seu típico estilo impressivo e voluntarista, característico de alguém que não se deu ao trabalho de compreender a plenitude da complexidade das questões, mas fica-se por um esquiço grosseiro, devem ter um desfecho dentro de não muito tempo...

publicado por J às 09:56

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