"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

30
Mar 10

“A Mente Virtual”, Roger Penrose.

A tese principal que norteia o livro será, segundo o próprio Penrose, a tentativa de refutação da concepção IA forte. Não obstante, isso é pouco importante, sendo que o espaço a ela dedicado reduz-se a algumas páginas no início e mais algumas no final. Este livro é uma apresentação da física moderna difícil de ultrapassar na sua minúcia e profundidade. A tal ponto que dificilmente pode ser qualificado como um mero livro de divulgação. Para um leigo, como eu, está pejado de partes indigestíveis, mas o ponto aqui é que creio que demonstra o quanto a tese tipleriana é, em grande parte, ortodoxa. Aliás, podemos considerar que parte da heterodoxia de Tipler reside na sua total ortodoxia. Este aparente paradoxo pode ser explicado notando que certas teses que o consenso supõe somente temporárias e aproximações a uma teoria mais fundamental ainda por descobrir, são tidas por Tipler como absolutamente verdadeiras. Um exemplo será o “Modelo Padrão de Física de Partículas”.

 

Se o leitor se quiser aventurar ainda (?) mais nas profundezas da física moderna, leia “The Road to Reality”, também de Penrose. Sem tradução para português. Lembra-se que acima escrevo que “A Mente Virtual”era difícil de ultrapassar na apresentação técnica que faz da física moderna? Este livro realiza o feito.

 

 

 

Leia de Sebastião Formosinho e Oliveira Branco a série de 3 livros, composta por,

 

“O Brotar da Criação”. Na primeira parte Sebastião Formosinho apresenta, em profundidade, a Teoria do Ponto Ómega, que é sujeita a uma crítica minuciosa na segunda parte por Oliveira Branco.

 

“A Pergunta de Job”.

 

 

“O Deus que Não Temos”.

 

 

 

 

De Paul Davies, “Deus e a Nova Física”. Para o caso deve destacar os primeiros e os últimos capítulos. A primeira parte apresenta, na perspectiva de Davies, contribuições da Física para a elaboração dos argumentos tradicionais, casos do ontológico, cosmológico e físico-teleológico. A última parte concebe, nas palavras do próprio Davies, um “Deus Natural”, próximo do “Evolving God” tipleriano.

 

 

 

Também de Davies “The Mind of God”, em particular o 7º capítulo, “Why is the World the Way It Is”,

 

 

 

“O Jackpot Cósmico” e

 

 

 

“Superforça”.

 

 

 

(cont.)

publicado por J às 11:36

27
Mar 10

 

O leitor deverá estar inquieto.

 

Pois, afinal, se leu os diferentes textos já presentes neste blog, terá notado uma certa repetição de alguns elementos.

 

Uma aclaração impõe-se!

Na sequência de posts que se seguirá tentarei elucidar quem é Frank Tipler e em que  consiste a sua Teoria do Ponto Ómega.

 

Mas antes disso impõe-se uma aviso aos incautos.

A apresentação será feita numa perspectiva benfazeja.

O autor destas linhas não só não se opõe por princípio à teorização tipleriana, como sente uma considerável empatia pela conjectura. Digamos que se, num sentido rigoroso, a teoria for verdadeira, isso não só não será causa de angústia, como, pelo contrário, sentirei uma enorme tranquilidade.

 

Assim sendo, se o leitor pretende uma crítica negativa aconselho-o a partir para outras latitudes. Sendo que existem imensas. Inclusivamente pátrias. Ainda assim, algumas das sugestões de leitura que irei mencionar são recensões à obra tipleriana, algumas tremendamente cáusticas. Mas, creio, imprescindíveis.

 

Como disse acima, é dessa maneira que iniciarei esta série.

Com sugestões de leitura. Para uma compreensão, por si mesmo, e não por vias travessas, do pensamento de Tipler.

 

Para começar o meu caro amigo deverá ler, invariavelmente, os 3 livros de Tipler.

  • “The Anthropic Cosmological Principle”, escrito em parceria com John Barrow, sem tradução para português.

 

 

 

 

 

 

 

  • “A Física da Imortalidade”,Bizâncio.

 

 

 

  • “A Física do Cristianismo”,Bizâncio.

 

 

 

 

 

 

Todos os livros de Barrow a que deitar a

mão. Nomeadamente, em português,

 

  • “O Mundo Dentro do Mundo”,Gradiva. Em grande parte uma reapresentação do “The  Anthropic…”, numa forma mais “popular”. E deixando de parte algumas parcelas mais controversas da tese. A título de exemplo note-se que Barrow, na apresentação que faz do Princípio Antrópico, deixa de fora a sua forma Final.

 

 

 

 

 

 

  • “A Mão Esquerda da Criação”,Gradiva.

 

 

 

 

 

 

 

  • “Impossibilidades”, Bizâncio.

 

 

 

 

 

 

 

  • “A Origem do Universo”,Rocco.

 

 

 

 

  • “Teorias de Tudo”, Presença. Barrow aborda brevemente o FAP e traça um esquiço das possibilidades de abordagem à relação Deus/Mundo.

 

 

 

 

  • A Essência da Realidade”, Makron Books. Tradução brasileira do livro “The Fabric of Reality”, de David Deutsch. Particularmente relevante o último capítulo, no qual Deutsch discute a teoria tipleriana. Durante algum tempo estiveram na página do próprio Tipler excertos deste capítulo com a inclusão de comentários do próprio.

 

 

 

 

 

 

  • “Humanos e Robôs”, Hans Moravec, Gradiva. Importante para se perceberem noções basilares da concepção IA forte, fundamental para a teoria tipleriana.

 

 

(continua...)

publicado por J às 11:05

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