"Septivium" designava, durante a Idade Média, a totalidade das artes liberais.Constituído pelo "Trivium" e pelo "Quadrivium".Implica que nenhum assunto será vedado.Relembra também as nossas raízes Cristãs.

07
Mai 10

 

Como escreve Henrique Raposo, várias pessoas foram assassinadas por Fascistas Vermelhos, na Grécia.

Vermes que, cobardemente, atiraram cocktails molotov para o interior de um banco, causando a morte de quem lá se encontrava.

 

No entanto, há uma vítima esquecida.

 

Sim, porque uma das mulheres estava grávida.

 

O seu Filho por nascer é a quarta vítima destes energúmenos violentos e radicais.

 

PS: Assinalo que na apresentação da notícia a televisão pública nem sequer menciona este facto.

Fica anotado.

publicado por J às 15:07

19
Abr 10

 

O espaço público, particularidade tipicamente ocidental e produto do magma que geneticamente o constitui, num permanente diálogo a várias vozes, com destaque para as emanadas de Atenas e Jerusalém, tem sido colonizado por aqueles que expressa e reiteradamente repudiam essa matriz.

 

A natureza precisa da prosápia é problemática, pela sua própria essência amorfa e incoerente, mas existem alguns traços constantes que permitem agrupar as suas diversas manifestações.

A inspiração originária é o Marxismo, mas interpretado de um modo heterodoxo. O que seria de esperar, dado que, apesar de tudo o sistema marxista será dotado de uma certa complexidade que não é conciliável com a suposta pureza da mensagem e com a simplicidade, evidente, destes corifeus coevos. Despreza tudo aquilo que representa, ou que meramente intui que o possa fazer, a civilização ocidental. Seja o judaico-cristianismo ou, inclusivamente, o pensamento das luzes ou um racionalismo empírico-científico. Numa formulação mais grosseira repudia o cristão, homem e branco. Não obstante espraia-se por outros considerandos. Lembro-me de ler sobre uma tolice que uma cabeça dessa estirpe congeminou sobre a natureza excludente da ciência, pela utilização que faz da matemática.

 

É já famosa a quase anedota, real, que resultou do acto deliberado de um determinado cientista que colocou à aprovação de uma revista um artigo assumidamente desprovido de senso, mas que incorporava esse espírito dito pós-modernista da seita. Surpresa das surpresas, foi aceite.

 

A entrada de um indivíduo na seita será custosa de explicar, mas creio, como em tudo, que existirão razões imanentes e outras, enfim, transcendentes. Habitualmente os neófitos serão recrutados de famílias de uma classe média-alta, alta. O que, muito simplesmente, significa que nunca viram um proletário ou um trabalhador-braçal na vida, para lá, talvez, daqueles que serviam na vivenda familiar. São criaturas medianamente inteligentes e medianamente cultas, na sua maioria, o que não constituiria nada de mal se não fosse o simples facto de estarem tão assoberbados consigo mesmos que se supõem muito mais brilhantes do que de facto são. Por fim, requer um meio minimamente propício, ou seja, daquela mesma natureza que, desgraçadamente, o espaço público em Portugal acabou por possuir.

 

Em, Portugal, como é notório, o grupelho que aglomera esta malta é o BE. Aspecto fulcral no inusitado sucesso mediático da pandilha é o enamoramento que os jornalistas lhes votam. Desta maneira, não é raro uma declaração mais histriónica dessa cabeça demagógica que é o Louçã abrir um jornal televisivo. Naturalmente ao longo do tempo, e fruto desta deliberada projecção mediática, o bando foi acumulando episódios, mais ou menos apatetados, mas que alcançam uma certa repercussão no espectador desinteressado e que exprimem a sua essência.

Enfim, a não utilização de gravata é uma minudência, já. Mas lembremo-nos das acções promovidas pelo BE no qual um grupinho de adolescentes retardadas escreviam na barriga “aqui, mando eu”; quando, numa deslocação do rei de Espanha ao parlamento, os ilustres representantes do bando se ausentam porque não aceitavam receber um “governante não eleito”; ou aquando do início da intervenção militar no Iraque levam cartazes e T-shirts com dizeres para o hemiciclo; ou ainda quando um punhado dos seus dirigentes levou uns tabefes nas bochechas da polícia espanhola enquanto se deslocava alegremente para uma manifestação “anti-globalização”.

 

Podem parecer meras imbecilidades avulsas, mas têm um sistema, uma ideologia, por trás. Expressam o total desprezo pela democracia liberal e a sua participação no jogo político com a prosaica intenção de o perverter.

Vejam-se os tempos de antena na televisão do BE e, antes disso, do PSR. Nomear os adversários com impropérios como “cães” era habitual. São acções de propaganda agressivas, verdadeiros apelos às armas. Repare-se que aqui é distinta a natureza espúria, completamente adversa a um debate civilizado, da ideologia da qual este partido está imbuído. A descaracterização do adversário, a sua desvalorização moral, é artifício permanentemente utilizado pelos extremismos de todo o tipo. Nos séculos passados a mesma caricatura foi utilizada para atacar os burgueses e os judeus pelas autocracias comunista e nazi. E, diga-se, tal caricatura ainda surge nos tempos de antena do Bloco de Esquerda. Nas acções de formação dos militantes, supostamente meros acampamentos de Verão, estes são treinados em autêntica guerrilha urbana, como forma de, melhor resistirem às acções policiais.

 

No entanto o bando também disseminou pelos média pátrios, numa acção que lembra uma verdadeira nuvem de gafanhotos, qual epidemia de bicharada que tudo destrói à sua passagem, várias cabeças (ocas) que têm por fim a promoção do seu cardápio fracturante. Naturalmente escrevem (mal) todos a mesma papa.

 

Descontando o conteúdo, absurdo, há o estilo, sofrível. Nos seus melhores dias são todos francamente ilegíveis.

Existindo vários, os mais notórios serão Rui Tavares e Daniel Oliveira (não o apresentador de televisão). Como seria de prever a independência de pensamento de cada um destes escribas equivale à de uma qualquer obreira em relação ao enxame. Foi deveras hilariante quando, na antecâmara das últimas eleições presidenciais, o homónimo do amigo do Scolari escrevia sobre o Louçã “obviamente, o meu candidato”. Não se via tamanha e desconcertante surpresa desde o momento me que num livro intitulado “1001 maneiras de cozinhar bacalhau” se encontravam… receitas de bacalhau! Ora vejam lá bem, estava um tipo, na sua boa fé, à espera de deparar com uma bela forma de preparar cabrito e via-se assoberbado por diferentes modos de cozinhar o fiel amigo…

 

A caracterização do animal, não do bacalhau, já foi epicamente feita num episódio bem conhecido da blogosfera. Privo-me de a repetir aqui.

 

Não obstante, o que acho notável é a insolência ignorante do verme sempre que lhe dá para tecer mais algumas patetices sobre a Igreja. É evidente que não aqui à substância da questão, até porque o animal não tem nenhuma e se tivesse o mínimo decoro dava-se ao trabalho de conhecer um mínimo de História, dos facto e das ideias, antes de ilustrar à saciedade até onde chega a sua ignorância. Como nesta última vez. Como é de supor, e no mesmo registo com que ele fez o favor de nos presentear, a criatura não deve sentir qualquer sobressalto na infantil crendice que professa pelo facto de, a mero título de exemplo sendo que poderia apresentar muitos mais similares, um dos seus profetas, o grande timoneiro Mao, entre outros delitos vários que a História se encarrega de documentar, passar os últimos tempos da sua vida a violentar jovens diariamente, qual Imperador dissoluto.

Quanto a esta besta estamos conversados…

 

No entanto, existem outras personagens dignas de menção desta epopeia, mesmo saindo da pandilha atrás mencionada.

Uma das mais hilariantes figuras que apareceram nos últimos tempos, não se sabe muito bem debaixo de que pedra, foi a jornalista Câncio. Tudo nesta criatura é risível, a começar pela apetência que tem por saias curtas e decotes generosos. Naturalmente, o vulgo até acharia piada não fosse o aspecto pouco aprazível da personagem. Um pouco menos de carne à mostra seria bastante recomendável, muito obrigado.

 

Quanto à verde da criatura é a típica da classe.

Falam num léxico privado, estulto e ignorante. Repisam termos como “obscurantismo” e afins, denunciando o “pensamento” por estereótipos característico. A evidente ignorância dos conceitos e da História, o repisar de formulações pré-concebidas e mal amanhadas, apenas fazem suscitar a dúvida pungente quanto à presumida existência de qualquer vestígio de cabeça sobre aqueles ombros.

Termino com um esclarecimento…

 

A utilização, copiosa, que fazem da lei evangélica de “dar a outra face” é, imagine-se, capciosa e grosseira.

Como notou o Aquinate, Cristo não veio instaurar a “má Paz”, mas a “boa Paz”. Aquela pode e deve ser afastada com avista a instaurar a Paz genuína e verdadeira. Daqui segue o conceito de “guerra justa”, utilizado pelo vosso ,apesar de tudo, estranhamente, adorado Obama no discurso de aceitação do Nóbel.

 

Da minha parte só podem esperar um comprometimento até à eliminação dessas alienadas concepções a que dão voz ou a sua remoção para o sítio próprio, ou seja, o manicómio.

publicado por J às 11:42

30
Mar 10

“A Mente Virtual”, Roger Penrose.

A tese principal que norteia o livro será, segundo o próprio Penrose, a tentativa de refutação da concepção IA forte. Não obstante, isso é pouco importante, sendo que o espaço a ela dedicado reduz-se a algumas páginas no início e mais algumas no final. Este livro é uma apresentação da física moderna difícil de ultrapassar na sua minúcia e profundidade. A tal ponto que dificilmente pode ser qualificado como um mero livro de divulgação. Para um leigo, como eu, está pejado de partes indigestíveis, mas o ponto aqui é que creio que demonstra o quanto a tese tipleriana é, em grande parte, ortodoxa. Aliás, podemos considerar que parte da heterodoxia de Tipler reside na sua total ortodoxia. Este aparente paradoxo pode ser explicado notando que certas teses que o consenso supõe somente temporárias e aproximações a uma teoria mais fundamental ainda por descobrir, são tidas por Tipler como absolutamente verdadeiras. Um exemplo será o “Modelo Padrão de Física de Partículas”.

 

Se o leitor se quiser aventurar ainda (?) mais nas profundezas da física moderna, leia “The Road to Reality”, também de Penrose. Sem tradução para português. Lembra-se que acima escrevo que “A Mente Virtual”era difícil de ultrapassar na apresentação técnica que faz da física moderna? Este livro realiza o feito.

 

 

 

Leia de Sebastião Formosinho e Oliveira Branco a série de 3 livros, composta por,

 

“O Brotar da Criação”. Na primeira parte Sebastião Formosinho apresenta, em profundidade, a Teoria do Ponto Ómega, que é sujeita a uma crítica minuciosa na segunda parte por Oliveira Branco.

 

“A Pergunta de Job”.

 

 

“O Deus que Não Temos”.

 

 

 

 

De Paul Davies, “Deus e a Nova Física”. Para o caso deve destacar os primeiros e os últimos capítulos. A primeira parte apresenta, na perspectiva de Davies, contribuições da Física para a elaboração dos argumentos tradicionais, casos do ontológico, cosmológico e físico-teleológico. A última parte concebe, nas palavras do próprio Davies, um “Deus Natural”, próximo do “Evolving God” tipleriano.

 

 

 

Também de Davies “The Mind of God”, em particular o 7º capítulo, “Why is the World the Way It Is”,

 

 

 

“O Jackpot Cósmico” e

 

 

 

“Superforça”.

 

 

 

(cont.)

publicado por J às 11:36

27
Mar 10

 

O leitor deverá estar inquieto.

 

Pois, afinal, se leu os diferentes textos já presentes neste blog, terá notado uma certa repetição de alguns elementos.

 

Uma aclaração impõe-se!

Na sequência de posts que se seguirá tentarei elucidar quem é Frank Tipler e em que  consiste a sua Teoria do Ponto Ómega.

 

Mas antes disso impõe-se uma aviso aos incautos.

A apresentação será feita numa perspectiva benfazeja.

O autor destas linhas não só não se opõe por princípio à teorização tipleriana, como sente uma considerável empatia pela conjectura. Digamos que se, num sentido rigoroso, a teoria for verdadeira, isso não só não será causa de angústia, como, pelo contrário, sentirei uma enorme tranquilidade.

 

Assim sendo, se o leitor pretende uma crítica negativa aconselho-o a partir para outras latitudes. Sendo que existem imensas. Inclusivamente pátrias. Ainda assim, algumas das sugestões de leitura que irei mencionar são recensões à obra tipleriana, algumas tremendamente cáusticas. Mas, creio, imprescindíveis.

 

Como disse acima, é dessa maneira que iniciarei esta série.

Com sugestões de leitura. Para uma compreensão, por si mesmo, e não por vias travessas, do pensamento de Tipler.

 

Para começar o meu caro amigo deverá ler, invariavelmente, os 3 livros de Tipler.

  • “The Anthropic Cosmological Principle”, escrito em parceria com John Barrow, sem tradução para português.

 

 

 

 

 

 

 

  • “A Física da Imortalidade”,Bizâncio.

 

 

 

  • “A Física do Cristianismo”,Bizâncio.

 

 

 

 

 

 

Todos os livros de Barrow a que deitar a

mão. Nomeadamente, em português,

 

  • “O Mundo Dentro do Mundo”,Gradiva. Em grande parte uma reapresentação do “The  Anthropic…”, numa forma mais “popular”. E deixando de parte algumas parcelas mais controversas da tese. A título de exemplo note-se que Barrow, na apresentação que faz do Princípio Antrópico, deixa de fora a sua forma Final.

 

 

 

 

 

 

  • “A Mão Esquerda da Criação”,Gradiva.

 

 

 

 

 

 

 

  • “Impossibilidades”, Bizâncio.

 

 

 

 

 

 

 

  • “A Origem do Universo”,Rocco.

 

 

 

 

  • “Teorias de Tudo”, Presença. Barrow aborda brevemente o FAP e traça um esquiço das possibilidades de abordagem à relação Deus/Mundo.

 

 

 

 

  • A Essência da Realidade”, Makron Books. Tradução brasileira do livro “The Fabric of Reality”, de David Deutsch. Particularmente relevante o último capítulo, no qual Deutsch discute a teoria tipleriana. Durante algum tempo estiveram na página do próprio Tipler excertos deste capítulo com a inclusão de comentários do próprio.

 

 

 

 

 

 

  • “Humanos e Robôs”, Hans Moravec, Gradiva. Importante para se perceberem noções basilares da concepção IA forte, fundamental para a teoria tipleriana.

 

 

(continua...)

publicado por J às 11:05

13
Fev 10

 

Áh, pois o PSD está a preparar-se para eleições internas. Desgraçadamente, muitos insinuam que isso apenas exprime o estado de desnorteamento, que ameaça se tornar eterno.

Confesso que não concordo. O partido sempre foi dinâmico, capaz de gerar novas e criativas soluções dos problemas (muitas vezes criados pelo próprio).

E sim, Paulo Rangel parece-me um indivíduo culto, inteligente, bom tribuno (mesmo, concedo, que num estilo remanescente do século XIX) e, não de somenos, católico.

 

Além do mais, um partido capaz de deter nas suas fileiras alguém detentor desta graciosidade, não pode estar num estado absoluto de crise, pois não?

E aqui faço mea culpa.

A verdade é que não a tinha notado por alturas do post abaixo.

Como minha desculpa só posso invocar que no grupo menor, e mais cinzentão, do PCP, a beleza da Rita Rato mais facilmente se destacaria o que não sucede no caso em apreço.

Desta maneira esqueçam as adjacentes polémicas do debate do Orçamento de Estado. A estonteante beleza desta gata, Francisca Almeida de seu nome, foi a grande novidade da maratona televisiva em directo do hemiciclo.

publicado por J às 10:39

09
Jan 10

 

Naturalmente, não o tenho por hábito.

Contrições públicas são sempre espectáculos depressivos. Um tanto ao quanto confrangedores. E, como notava Pascal, a léguas do arrependimento Cristão. A Deus. Por intermédio do Sacerdote. Fora disso agradeço que não me mostrem os esqueletos no armário de cada um. Ou que tentem mirar os meus.

 

Mas aqui talvez seja oportuno. Só desta vez.

Confesso que não votei tantas vezes como isso. Até agora, esforçando as meninges, apenas me consigo lembrar de 3 eleições legislativas. Talvez porque eu, ao contrário da mandatária para a juventude do PS nas últimas eleições legislativas, tive realmente que esperar pelos 18 anos.

 

Mas aqui vai a confissão.

Aquando da vitória com maioria absoluta do Sócrates, votei nos socialistas.

 

Porquê?

O cálculo foi complicado.

O desnorte do PSD, a quase certa vitória, por antecipação do PS.

Existia, então, essencialmente uma dúvida. A qualidade da maioria.

E qual a diferença?

Do que se poderia intuir na altura, a presença ou não do BE (a afamada esquerda albanesa) no governo.

E a figura do Sócrates . Aparentemente, inofensivo. Com a profundidade ideológica de um tubérculo. Estava no PS, como poderia estar no PSD (por onde, aliás, tinha deambulado no tempo das jotas). Essencialmente, onde tivesse tacho. De secretário de estado, passando por ministro até chegar, surpreendentemente, para os outros e acredito também para o próprio, a chefe de governo.

Se não podíamos ter alguém de manifesta qualidade, pelo menos teríamos alguém que não, previsivelmente, aborreceria.

 

Não foi assim.

É verdade que o nosso Pinto de Sousa não nos surpreendeu na sua quase total mediocridade incipiente, mas pelo seu inusitado afã revolucionário chique. O caro José Pinto de Sousa abraçou, com entusiasmo, as causas da esquerda lunática (um quase pleonasmo, bem sei...).

E ainda, como bónus, alardeou algumas pérolas que remeteriam para a esquerda mais classicamente estalinista, como quando, jactante, propalou que sabia “muito bem quem são os ricos.” Esses sacanas!

 

Talvez fosse de esperar.

Quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré.

E estamos, não devemos esquecer, a falar de um partido que se denomina “Socialista”.

Bem verdade o partido moderou-se durante o consolado guterrista. O nosso amado socialista católico. Um indivíduo cuja natural bonomia o faria, diga-se, um candidato a convidado para bebericar um café e trincar uma filhó lá em casa. Naturalmente, de boleia, surgiram outras figuras como Oliveira Martins, Sousa Franco ou Rosário Carneiro que se situariam nessa categoria única do socialismo Católico.

 

Mas a purga desta etapa foi radical. Sendo que já então se sentia uma vaga de fundo jacobina, na falta de melhor palavra, capitaneada por esse inenarrável Sérgio Sousa Pinto, uma criatura sobre a qual a decência não permite que me alongue...

 

Dito isto, como conclusão pessoal, o que retiro desta rábula é o seguinte...

 

Daqui em diante considero o PS tão lunático quanto o PCP ou o BE e merecedor de igual consideração.

 

 

publicado por J às 11:32

09
Nov 09

 

 O leitor deverá estar de sobreaviso. Este opúsculo não versará sobre a nova distribuição partidária no parlamento. Fará letra morta da ascensão do CDS a terceira força política. Não lhe importará quem lidera no campo da extrema-esquerda.
E não.
Nem sequer cogitará, por um segundo que seja, os diferentes arranjos, maiorias avulsas ou acordos contingentes que o partido maioritário fará, por mais contrastantes que sejam, de modo a ter sucesso nos seus divergentes propósitos.
 
O seu mote será muito mais lírico…
A beleza, meus amigos, a beleza feminina.
 
É verdade que houveram algumas baixas.
A Teresa Caeiro partiu para Estrasburgo. A Joana Amaral Dias afastou-se do partido…apesar de, pessoalmente, sempre me ter parecido que existiam alguns excessos no grau da adjectivação usada… E existia uma candidata do PEV que não chegou a ser eleita. E, aqui confesso, que o meu sentimento é dúbio… Enfim, é verdade que isto significa que a dupla PCP-PEV está mais minguada sendo isso, como tal, um sinal de que Portugal, pelo menos isso, tem vontade de sair do eixo Caracas-Havana (ou seja, o eixo da esquerda alienada), mas é menos uma gata no parlamento…
 
Mas concentremo-nos nas duas grandes novidades do ciclo legislativo.
 
Como já todos suspeitarão por esta altura, falo das debutantes Rita Rato e Gabriela Canavilhas. Respectivamente nova deputada do PCP e nova Ministra da Cultura. Verdade seja dita isto já foi notado por quase todos. Desde a imprensa de referência até à outra, passando por humoristas.
 

  


Mas o que me importará realçar será o seguinte…
 
Repare-se que a Rita Rato é uma miúda com pouco mais de vinte anos. Inquestionavelmente uma gata e capaz de abrandar, até à estagnação, o fluxo automobilístico no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama. Mas realcemos que disso é igualmente capaz Gabriela Canavilhas, sendo que esta tem cerca do dobro da idade da anterior.
 
O corolário disto é que há vinte anos, mais coisa menos coisa, esta mulher não parava somente o trânsito, mas, por igual, a própria revolução da Terra em torno do seu eixo. As consequências climatéricas do fenómeno seriam de que a alternância das estações seria já não controlada pela rotação do planeta, mas pela presença da Brasa. Onde ela se encontrava seríamos lançados para os píncaros do Verão mais ardente, quando ela se ausentava caíamos no Inverno mais glacial.

 


07
Nov 09

 

Há uma permanente tensão. Entre a interioridade e a exterioridade.

Mas não creio que nos possamos limitar a um fechamento em torno de si mesmo. À mera pretensão de aprimoramento pessoal. Bem sei, a minha alma e Deus. Mas não podemos esquecer… a Igreja. E com ela o Mundo.

 

Uma total renúncia ao mundo é algo próprio dos gnosticismo. Produto da assumpção da total corrupção da criação. Talvez por ser o produto de uma outra divindade. De um demiurgo… mau.

 

Não assim com o Cristianismo.

O Deus criador é também o Deus redentor.

 

Meus amigos, não esqueçamos que Deus é o Princípio e o Fim. O Alfa e o Ómega. Que tudo começou a existir por meio d’Ele. Que Ele está no mundo e este é d’Ele. Que é n’ele que existimos. Que nós somos templos de Deus e que o Seu Espírito em nós habita. Que somos membros de Cristo. Que nada nos pode afastar de Deus. Que tudo procede de Deus. Que é Deus que opera tudo em todos. Que haverá ressurreição dos mortos. Que Cristo é primícia dos ressuscitados. Que Deus será tudo em todos. Que o Reino é semelhante a um grão de mostarda ou ao fermento, que se desenvolvem, evoluem, crescem. Que nós subsistimos em Cristo, tal como as varas subsistem na videira. Que o Mundo e o Homem são guiados por uma providência de amor pessoal. Que ainda não se manifestou o que havemos de ser.

 

“Seja feita a Sua Vontade.”

Sim, que ela seja feita.

E de que modo?

Por Deus. E por nós, em co-actuação com Ele. Até ao dia em que O veremos tal como Ele é. E nos tornemos unos com Ele. No gozo da Infinita plenitude da vida trinitária. Porque, não nos esqueçamos, “Deus fez-se Homem para que o Homem se faça Deus”. A divinização do Homem, e com ele de tudo o resto, é o Fim de toda a Criação.

publicado por J às 16:50

05
Nov 09

 

E o cerne da questão é que tal formulação é essencialmente... teleológica.

 

O que é curioso é que toda esta prosápia aparenta uma visão teológica... liberal. Não importará o que verdadeiramente se acredita. Eu acredito nisto, tua acreditas em algo completamente diferente. Pouco importará, desde que o respectivo sistema de crenças seja importante para cada um de nós. Steven Weinberg, ateu, estava em desacordo com os "fundamentalistas", mas estes, segundo ele, pelo menos ainda sabiam o que era acreditar em algo. Novamente, segundo Weinberg, os liberais em questões religiosas nem seqier chegavam a errar (dado que não tinham  pretensões a acertar). Enfim, que isto não permita qualquer extrapolação às minhas convicções, mas, continuando com a citação, chamava-lhes "loucos empolados"...

 

Áh, mas curioso, é Carreira das Neves que Tiago Cavaco acusa de ter uma interpretação "liberal" da Bíblia. Por não ser literalista.

Os meusconhecimentos de exegese bíblica são mínimos, mas ainda assim...

 

Acreditará num mundo com 6000 anos? Explicará a presença de fósseis seguindo Gosse? Admitirá que as significações de cada episódio se esvaem na sua interpretação literal? (quanto a isto recordo-me de ter lido "lhures de um qualquer crítico que notava que, hoje em dia, raramente um vizinho tem um jumento que possamos cobiçar) Não é o próprio Cristo que utiliza uma linguagem metafórica? A requerer um posterior aclaramento? Na medida em que entidades finitas e criadas poderão compreender Deus...

 

Meus caros, é na Igreja Católica que se encontra o plemo Cristianismo. Como notava Gilson, as igrejas reformadas praticamente não possuem uma teologia para lá da Católica. Newman, já depois da sua conversão, igualava o Catolicismo com o pleno teísmo. As restantes confissões são pontos intermédios até aos ateísmo.

 

A preocupação católica é com a Verdade. E ela pertence plenamente a Deus. Não à opinião individual. Falível, mutável. Tal como em ciência a última palavra cabe ao real na refutação ou aceitação de conjecturas. Só uma crença verdadeiramente Católica, universal pode ser verdadeira. Acreditada sempre, em todo o lado, por todos. Por isso a preocipação histórica com interpretações transviadas aos textos sagrados. Sim, a polémica é possível. Mas, no final, o teólogo, ou o mero leitor, deverá aceitar que a Igreja, iluminada pelo Espírito, é mais sábia do que ele. Hoje, qualquer católico pode, e deve, ler a Bíblia. Mas deve atentar à densidade do que lê e utilizar da prudência e humildade. E procurar saber o que a Igreja proclama. A Igreja que é uma comunidade supra-histórica. Dos vivos, dos mortos e dos que hão-de  vir. Em unidade com Deus.

 

E, afinal, existem espaços para optimismos, meliorismo, na Bíblia? Há espaço para a Esperança?

 

Sim, é verdade, existe o Pecado Original. Marca indelével de mal no Homem. E na Criação. Mas não podemos esquecer que "onde abundou o mal, super-abundou a graça". "Ó feliz culpa, que mereceu uma tão excelsa redenção!"

 

(cont.)

publicado por J às 15:13

03
Nov 09

 

Para começar acho...irónico, na falta de melhor palavra, ler, naquilo que era uma revista conservadora, uma certa empatia pelo "pós-modernismo".

 

Nas palavras de Frank Tipler...

"Os jornais estão cheios de afirmações absurdas feitas por professores de Humanidades e Ciências Sociais das universidades de elite, justificando totalmente a afirmação de George Orwell de que algumas ideias são tão estúpidas de que só um intelectual poderia acreditar nelas. A irracionalidade no campo das Humanidades é frequentemente designada pós-modernismo."

 

É isto que aqui se trata? Uma apologia da irrazão? Ou, pior, a sua equiparação à Religião? Dawkins não diria melhor...

 

E a segunda parte? A mentira útil aplicada à religião? A sua redução ao sentimento? À sua utiliade social? Ou uma forma de "Dupla Verdade"? (Que, já agora, nunca realmente existiu, nemem Siger de Brabante.)

 

Lamento muito, mas tal caricatura nunca me arrancaria dos lençois ao domingo de manhã. Desde os seus primórdios que o Cristianismo não deixou de recorrer ao pensamento, à razão, equiparando-se inclusivamente à verdadeira filosofia. Desde Justino ou Orígenes, passando pelos Capadócios e Agostinho, até chegar a Alberto ou Aquino.

 

Inclusivamente a ideia de que o evolucionismo "Rejeita uma ideia de intencionalidade biológica em prol de funcionalidade física" não é pacífica. Se o autor se refere ao facto do evolucionsmo refutar as concepções mais ingéncuas de "Design", é verdade. Mas isso não implica uma visão secularista do mundo. Apenas que a realidade, e Deus, são sempre mais subtis e inventivos do que supomos.

Se pretenderá que qualquer forma de causalidade final é negada, também é falso. Em "The Antropic Cosmologial Principle", Barrow e Tipler relatam a longa hstória da formulação de princípios de acção na ciência. De Maupertius a Euler ou Leibniz. E mesmo no presente, na formulação da mecânica quântica de Feynman (a "soma de todas as histórias").

 

(cont.)

publicado por J às 11:53

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